3.7. Redes Privadas Virtuais (Virtual Private Networks - VPNs)

3.7. Redes Privadas Virtuais (Virtual Private Networks - VPNs)

Empresas com vários escritórios satélite freqüentemente conectam-se com linhas dedicadas por razões de eficiência e de proteção de dados privativos em trânsito. Por exemplo, várias empresas usam linhas frame relay ou Asynchronous Transfer Mode (ATM) como uma solução de rede de ponta-a-ponta para interligar escritórios. Isto pode ser uma alternativa cara, especialmente para pequenas e médias empresas que queiram expandir sem arcar com os altos custos associados a circuitos digitais dedicados, de nível corporativo.

Para atender à esta necessidade, foram desenvolvidas as Redes Privadas Virtuais (Virtual Private Networks - VPNs). Seguindo os mesmos princípios funcionais dos circuitos dedicados, as VPNs permitem a comunicação digital protegida entre duas partes (ou redes), criando uma Rede Geograficamente Distribuída (Wide Area Network - WAN) a partir de Redes de Áreas Locais (LANs) existentes. Ela difere do frame relay ou do ATM em seu meio de transporte. As VPNs transmitem através de IP usando datagramas como a camada de transporte, tornando-o um condutor seguro através da Internet, para um determinado destino. A maioria das implementações VPN de software livre incorporam métodos de criptografia de padrão aberto para mascarar ainda mais os dados em trânsito.

Algumas empresas aplicam soluções VPN de hardware para aumentar a segurança, enquanto outras usam software ou implementações baseadas em protocolos. Há diversos fabricantes de soluções VPNde hardware como Cisco, Nortel, IBM e Checkpoint. Existe uma solução VPN baseada em software livre para Linux chamada FreeS/Wan, que utiliza uma implementação Internet Protocol Security (IPSec). Estas soluções VPN, independentemente de serem baseadas em hardware ou software, atuam como roteadores especializados situados entre as conexões IP de dois escritórios.