O post a seguir é um trecho da palestra que dei no Red Hat Summit hoje.

 

Há pouco mais de uma década, Marc Andreessen apontou que o software estava comendo o mundo. Podemos atualizar definitivamente sua citação para ser mais precisa: "O software comeu o mundo". O software assumiu nossos negócios e como você cria valor para seus clientes.

Eu penso da seguinte forma: somos uma fábrica de software e estamos ajudando você a se tornar uma fábrica de software. Com esses recursos, você pode construir o futuro que deseja. Você pode escolher onde executar suas aplicações com base em suas necessidades de negócios com a flexibilidade da nuvem híbrida (baseada em Linux e open source). Encontrar formas de replicar pipelines de produção de software para evitar erros artesanais com uma plataforma comum como o OpenShift. Você pode domar a complexidade dos sistemas distribuídos com automação usando o Ansible e reduzir o risco de segurança nas cadeias de suprimentos de software, desde o desenvolvimento até a produção, com ferramentas como o ACS.

O software é o seu negócio, e ninguém poderia estar no negócio de software sem desenvolvedores. A capacidade de passar rapidamente do experimento para a produção é a marca registrada de uma equipe de desenvolvimento de alta velocidade. Essa habilidade é ainda mais importante quando se trabalha com a edge.

Alguns de nossos desafios de sobrecarga de dados parecem semelhantes ao que experimentamos no desenvolvimento de software, mas hoje estamos trabalhando em um novo espaço – com muita complexidade. Em outras palavras, se o software comeu o mundo, a inteligência artificial agora está comendo o software.

Isso está acontecendo porque muitos programas agora estão interagindo com o mundo. Assim como as empresas se diferenciam com o software, elas buscam insights a partir dos dados. As empresas querem ser mais orientadas por dados e estão aproveitando os dados e a IA para chegar lá – é assim que podemos capacitar nosso pessoal a tomar decisões mais inteligentes, como mencionei no início. Não apenas podemos fazer melhor uso dos dados para tomar decisões a partir de informações melhores, mas também podemos oferecer melhores experiências aos clientes, incorporando inteligência nos produtos e serviços que eles usam.

Adivinha? A Red Hat teve os mesmos desafios, e enquanto trabalhávamos para gerenciar nossas próprias necessidades – ou matar a nossa vontade – descobrimos que não estávamos sozinhos. Fiéis às nossas raízes, trouxemos nosso trabalho à tona, criando um projeto comunitário. E lá, poderíamos compartilhar o que aprendemos sobre ciência de dados e machine learning com clientes e parceiros. Esse projeto é o Open Data Hub, um modelo para construir uma plataforma de IA como serviço.

Ele é abase para a plataforma de ciência de dados e IA que lançamos no ano passado: o Red Hat OpenShift Data Science. E, como aprendemos, a IA não é um empreendimento único. Você tem seu pipeline de desenvolvimento de software. Você tem um pipeline de desenvolvimento de IA?

Pense nisso: seu código-fonte é análogo aos dados e suas aplicações implantadas são análogas aos modelos de machine learning implantados. A disciplina de ir do código-fonte ao teste e à produção de software em escala é bem compreendida. Mas com a IA, você está aplicando essa mesma disciplina do desenvolvimento à implantação? E isso precisa acontecer em escala.

Se você considerar que uma empresa média é composta por alguns milhares de aplicações, ela também será composta por milhares de modelos de aprendizado de máquina. À medida que as decisões dependem cada vez mais de IA/ML – não sei você, mas quero confiar no modelo que está tomando essas decisões para me sentir confiante e agir. 

Parte da construção dessa confiança é por meio de: 

  • Colaboração – ajudar a construir um modelo

  • Transparência – entender o que entrou no modelo

  • Auditabilidade – ver quais mudanças foram feitas nos modelos e os impactos que estas mudanças tiveram nos resultados.

Para os CIOs, a tranquilidade que vinha em manter os datacenters e ativos de TI seguramente abrigados entre quatro paredes na sede da empresa já não existe mais. O advento da nuvem, processadores extremamente rápidos, melhorias nas redes sem fio e a disseminação de operações remotas, mas cruciais, se uniram para garantir isso. Mas as liberdades técnicas de que aproveitamos hoje não vêm sem desafios. É aqui que acreditamos que a edge computing será transformadora.

A edge computing é a capacidade de gerar insights a partir de dados e agir sobre eles localmente onde for importante. Dispositivos inteligentes estão ultrapassando os limites de onde a computação pode operar – na Terra, no espaço e onde quer que haja um benefício para uma empresa ou, talvez, para a própria humanidade.

A edge computing agora pode ocorrer no local onde o usuário está ou na fonte dos dados ou perto dela — seja um SUV acelerando na estrada, sensores monitorando um gasoduto de gás natural no meio do nada ou a bordo de um satélite que está orbitando a Terra.

Isso é híbrido e esse é o futuro.

Com a Red Hat, suas cargas de trabalho podem abranger as infraestruturas típicas de TI – de datacenters a nuvens e até a borda. Oferecemos a inovação produzida nas comunidades open source que fornecem consistência com a qual você pode contar e flexibilidade para escolher onde e como você cria e implanta suas aplicações e modelos de ML com segurança.

Vamos falar sobre segurança. Há muitos riscos por aí: as vulnerabilidades Apache log4j demonstraram que as empresas precisam estar cientes de qual open source elas implantaram e quão ativamente o estão gerenciando.

O código aberto está em quase 99% das bases de código auditadas. Agora, pensando bem, acho que podemos dizer que "o software open source comeu o mundo". Mas essa onipresença faz de você um alvo: em 2021, houve um aumento de 650% anual nos ataques à cadeia de suprimentos de software destinados a explorar pontos fracos em ecossistemas open source e no upstream.

Sem dúvida, isso é uma prioridade para empresas como a Red Hat, que produzem software. E, claro, para você: à medida que todos continuam a construir seu negócio e buscam diferenciação por meio de software. Está no topo das agendas governamentais em todo o mundo, especialmente com o aumento contínuo de ataques ransomware e protest-ware. Devemos garantir que a integridade das atualizações de software seja protegida e verificada em todo o ciclo de vida do desenvolvimento.

Em outras palavras, a chave para o uso corporativo de open source é garantir que você esteja ciente do que está sendo usado, onde está sendo usado e como está sendo usado. É claro que a Red Hat cuida da origem e segurança do código open source que entregamos em nossos produtos. Também estamos construindo e entregando ferramentas para coisas que você faz por conta própria.

Me despeço com uma ideia: qual é o futuro que você quer construir?

Como a Red Hat acredita que o open source desbloqueia o potencial do mundo, adoraríamos ajudá-lo a começar a construir seu futuro hoje.


About the author

Chris Wright is senior vice president and chief technology officer (CTO) at Red Hat. Wright leads the Office of the CTO, which is responsible for incubating emerging technologies and developing forward-looking perspectives on innovations such as artificial intelligence, cloud computing, distributed storage, software defined networking and network functions virtualization, containers, automation and continuous delivery, and distributed ledger.

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