O OpenShift autogerenciado (Red Hat OpenShift Platform Plus, Red Hat OpenShift Container Platform, Red Hat OpenShift Kubernetes Engine e Red Hat OpenShift Virtualization Engine) pode ser usado em qualquer ambiente em que o Red Hat Enterprise Linux de 64 bits seja certificado e compatível. Consulte a documentação para conhecer mais sobre os métodos de implantação do OpenShift e os tipos de infraestruturas compatíveis.
Edições do software OpenShift autogerenciado:
- Red Hat OpenShift Kubernetes Engine: um mecanismo de runtime empresarial e de nuvem híbrida do Kubernetes que oferece a funcionalidade principal do Red Hat OpenShift. Assim, é possível implantar e executar aplicações que podem ser instaladas e gerenciadas em um data center, nuvem pública ou ambiente de edge.
- Red Hat OpenShift Container Platform: uma plataforma empresarial, completa e de nuvem híbrida do Kubernetes para criar, implantar e executar aplicações que podem ser instaladas e gerenciadas em um data center, nuvem pública e ambiente de edge.
- Red Hat OpenShift Platform Plus: uma plataforma de nuvem híbrida para as empresas criarem, implantarem, executarem e gerenciarem aplicações inteligentes em escala em vários clusters e ambientes de nuvem. Há várias camadas de segurança, gerenciabilidade e automação que oferecem consistência em toda a cadeia de suprimentos de software. As subscrições do OpenShift Platform Plus estão disponíveis apenas para clusters x86.
- Red Hat OpenShift Virtualization Engine: uma oferta de infraestrutura de virtualização exclusiva para bare metal criada com base no Red Hat OpenShift e no hipervisor open source de máquina virtual baseada em Kernel (KVM). Ela foi desenvolvida para oferecer às empresas uma solução empresarial confiável para implantar, gerenciar e escalar VMs. Essa edição é um subconjunto das funcionalidades do OpenShift, voltada apenas para cargas de trabalho de máquina virtual. Além disso, somente os serviços de infraestrutura são compatíveis com os containers (ou seja, não há suporte para containers de aplicação do usuário final).
Tipos de subscrição
O OpenShift autogerenciado tem dois tipos de subscrição (par de núcleos e par de soquetes bare metal), com dois níveis de suporte para cada um.
Os nós de computação no seu ambiente exigem subscrições desse tipo. Esses direitos são concedidos por pares de núcleos ou de soquetes bare metal:
- Par de núcleos (2 núcleos ou 4 vCPUs)
- Essa opção de subscrição está disponível para o OpenShift Kubernetes Engine, OpenShift Container Platform e OpenShift Platform Plus. As subscrições de par de núcleos não são aplicáveis ao OpenShift Virtualization Engine.
- Ao conceder direitos aos núcleos de CPU, contabilize o número agregado de núcleos físicos ou vCPUs em todos os nós de computação do OpenShift executados em todos os clusters do OpenShift que receberão direitos por meio de subscrições de par de núcleos.
- Disponível com SLA que inclui suporte Standard em horário comercial ou Premium em tempo integral.
- Par de soquetes bare metal (1 ou 2 soquetes com até 128 núcleos)
- Essa opção de subscrição está disponível para todas as edições do OpenShift autogerenciado, sendo a única para o OpenShift Virtualization Engine.
- Essa subscrição é exclusiva para nós físicos bare metal ARM e x86 em que o OpenShift esteja instalado diretamente no hardware. Hipervisores externos não são permitidos.
- Isso claramente não é uma subscrição de "data center virtual" (como o Red Hat Enterprise Linux for Virtual Datacenters, em que uma única subscrição oferece instalações ilimitadas de sistema operacional guest de VM em qualquer host de hipervisor).
- Disponível com SLA que inclui suporte Standard em horário comercial ou Premium em tempo integral.
- É possível empilhar as subscrições para servidores bare metal com mais de dois soquetes ou mais de 128 núcleos. No entanto, uma única subscrição não pode abranger vários servidores bare metal.
Além disso, você precisará ter subscrições do Red Hat AI Accelerator para os aceleradores no seu ambiente:
- Acelerador de IA (1 acelerador)
- Essa subscrição é necessária para as placas aceleradoras (GPU, TPU, NPU, FPGA, DPU etc.) que agilizam a computação de cargas de trabalho de IA e que são complementos separados, sem fazer parte do pacote da CPU.
- A mesma subscrição é usada para cada acelerador de IA físico, seja qual for a edição do Red Hat OpenShift.
- Uma única subscrição de acelerador de IA será suficiente para o Red Hat OpenShift e o OpenShift AI se ambas as soluções estiverem instaladas no cluster.
- Essa subscrição não será necessária desde que a funcionalidade de aceleração de computação não esteja sendo usada. Por exemplo, DPUs usadas como SmartNICs apenas na aceleração de rede mesmo quando elas têm núcleos ARM abordáveis não utilizados ou GPUs aplicadas à renderização de gráficos, e não à aceleração de IA.
- Disponível com SLA que inclui suporte Standard em horário comercial ou Premium em tempo integral. Deve ser o mesmo SLA da subscrição de par de núcleos ou de soquetes bare metal usada.
Quando escolher subscrições de par de núcleos
As subscrições de par de núcleos são recomendadas para a implantação do OpenShift autogerenciado em hyperscalers de nuvem pública, em nuvens privadas de infraestrutura como serviço (IaaS) ou em hipervisores como VMware vSphere, Red Hat OpenStack® Platform e Nutanix.
Com essa opção, você não precisa vincular subscrições a servidores físicos e tem liberdade para implantar pods em toda a nuvem híbrida, quando e onde precisar.
Além disso, você pode usar subscrições de par de núcleos em dispositivos ou servidores bare metal (ou seja, sem um hipervisor). Vale notar que costuma haver densidade de pods de computação, e as subscrições de par de soquetes bare metal podem oferecer maior custo-benefício nesse quesito.
Ao usar o OpenShift Virtualization Engine como uma plataforma de virtualização dedicada, você pode conceder direitos aos containers do OpenShift em VMs que usam as subscrições de par de núcleos além das de par de soquetes bare metal do próprio hipervisor. É possível comprar separadamente subscrições de par de núcleos do OpenShift autogerenciado e atribuir às VMs desse ambiente, assim como qualquer outra aplicação que você adquire e executa como VM. Nessa instância, ocorre densidade de núcleos, e a troca para o modelo de par de soquetes bare metal do OpenShift pode oferecer maior custo-benefício nesse quesito, já que inclui containers ilimitados do OpenShift em servidores bare metal e suporte para executar esses containers em VMs do OpenShift.
É possível distribuir as subscrições de par de núcleos para cobrir todos os nós de computação do OpenShift em todos os clusters do OpenShift. Por exemplo, 100 subscrições de par de núcleos do Red Hat OpenShift Platform Plus concederão 200 núcleos (400 vCPUs) que podem ser usados em qualquer quantidade de nós de computação em todos os clusters do OpenShift em execução nos ambientes de nuvem híbrida.
Quando escolher as subscrições de par de soquetes bare metal
As subscrições de par de soquetes bare metal são a única opção para os nós de computação do OpenShift implantados em servidores físicos dedicados, seja no data center ou em nuvens privadas hospedadas ou hyperscalers em ofertas bare metal com suporte. Esse tipo de subscrição é exclusivo para o OpenShift Virtualization Engine e necessário para oferecer suporte à funcionalidade do OpenShift Virtualization em outras edições do OpenShift autogerenciado.
Cada subscrição de par de soquetes de bare metal concede o direito a até 128 núcleos físicos em dois soquetes. Essas subscrições podem ser colocadas empilhadas para cobrir os pares de soquete com mais de 128 núcleos no total e servidores físicos com mais de um par de soquetes.
Para conceder direitos a um servidor físico, empilhe uma ou mais subscrições para cobrir o número total de soquetes ou os núcleos físicos nele (o que for maior). Por exemplo, considere um servidor que tem dois soquetes com 48 núcleos em cada CPU, totalizando 96 núcleos. É necessária uma subscrição porque o servidor tem até dois soquetes e menos de 128 núcleos. Já outro servidor com dois soquetes e 192 núcleos no total exige duas subscrições. Elas são necessárias para cobrir os 192 núcleos, já que o máximo coberto por uma subscrição são 128. Não é possível dividir uma subscrição de par de soquetes bare metal por diferentes hosts físicos para cobrir dois servidores com um soquete cada ou abranger os núcleos em servidores distintos.
Cada servidor físico e bare metal que usa direitos baseados em soquetes pode ser utilizado somente como um nó do OpenShift por conta da arquitetura do Kubernetes. Como cada nó no Kubernetes pode pertencer apenas a um cluster, todos os containers em um servidor bare metal estarão no mesmo cluster. Isso é adequado para cargas de trabalho que consomem muitos recursos, como o OpenShift Virtualization (em que cada carga de trabalho executa uma VM completa), mas não é apropriado para outras. Embora o OpenShift ofereça suporte a até 2.500 containers em um nó, há casos em que pode ser necessário dividir os containers entre diferentes nós ou clusters por questões de desempenho ou arquitetura. Isso não é possível sem usar a virtualização para criar nós de computação separados no servidor bare metal.
Um típico modelo de implantação de containers é criar uma grande quantidade de clusters com volumes menores de containers em cada um deles. Esse modelo é comum em ambientes de hypercaler e pode ser implementado no data center. Para isso, é preciso usar um hipervisor para criar VMs que funcionam como os nós de computação em que os containers são implantados. No caso de hipervisores como VMware vSphere, Red Hat OpenStack Platform e Nutanix, você precisa usar as subscrições de par de núcleos para o OpenShift implantado nas VMs.
Quando implantados em bare metal e com direitos de par de soquetes, os clusters do OpenShift Kubernetes Engine, OpenShift Container Platform e OpenShift Platform Plus incluem o OpenShift Virtualization, além de subscrições para os clusters virtuais do OpenShift baseadas no mesmo tipo de solução implantada neles. Por exemplo, os clusters virtuais do OpenShift implantados em um cluster bare metal do OpenShift Container Platform herdam as subscrições do OpenShift Container Platform a partir do cluster host bare metal.
É importante notar que a subscrição do OpenShift Virtualization Engine não oferece suporte para instâncias de aplicações em container. A única exceção são as cargas de trabalho de infraestrutura conforme definidas na seção abaixo sobre o OpenShift Virtualization Engine. Se você quiser executar as próprias cargas de trabalho de aplicação em container com o OpenShift Virtualization Engine, será necessário conceder direitos às VMs usando as subscrições de par de núcleos do OpenShift autogerenciado. Por outro lado, em densidades maiores, você pode comprar uma subscrição de par de soquetes bare metal para o OpenShift Kubernetes Engine, OpenShift Container Platform ou OpenShift Platform Plus autogerenciados. Assim, é possível executar aplicações baseadas em container nativamente no cluster bare metal, ou os clusters virtuais podem herdar subscrições conforme descrito no parágrafo acima.
Não é possível combinar diferentes tipos de solução OpenShift no mesmo cluster. Além disso, as subscrições de todos os nós devem ter o mesmo tipo de solução OpenShift Virtualization Engine, OpenShift Kubernetes Engine, OpenShift Container Platform ou OpenShift Platform Plus. No entanto, você pode usar as subscrições de par de núcleos e de soquetes bare metal em um mesmo cluster. Por exemplo, você não pode ter um cluster bare metal com uma determinada quantidade de nós do OpenShift Virtualization Engine para hospedar VMs e outros nós do OpenShift Platform Plus para hospedar aplicações em container e instâncias virtuais do OpenShift.
Como contabilizar as subscrições de acelerador de IA
Nos últimos anos, tecnologias de hardware específicas surgiram no mercado para acelerar a execução de determinadas cargas de trabalho de computação. Esses tipos de dispositivos de hardware são chamados de aceleradores (ou de aceleradores de IA no conteúdo da Red Hat). Há vários tipos de dispositivos de hardware disponíveis para servidores modernos que podem ser classificados como aceleradores. Isso inclui, dentre outros, GPUs, TPUs, ASICs, NPUs e FPGAs.
Em geral, esses aceleradores são uma placa ou outro dispositivo físico que ocupam um slot de Peripheral Component interconnect (PCI) em um servidor. A quantidade desses componentes é quase sempre a que você comprou de um fornecedor de aceleradores. Por exemplo, em um servidor que diz "ter 8 GPUs", quase sempre isso significa que ele conta com oito unidades de aceleradores físicos.
Cada subscrição de acelerador de IA cobre 1 dispositivo de acelerador físico. Por exemplo, considerando apenas as subscrições de acelerador de IA:
- Um nó de computação físico com quatro dispositivos de GPU exige quatro subscrições de acelerador de IA, além das subscrições de CPU de par de núcleos ou de soquetes que cobrem o nó de computação.
- Um nó de computação virtual com um dispositivo de GPU físico apresentado às VMs como várias vGPUs exige uma assinatura de acelerador de IA, já que a contagem é baseada em aceleradores físicos, e não em aceleradores virtuais.
Os aceleradores são contabilizados apenas quando utilizados para executar uma carga de trabalho de computação. Uma carga de trabalho é considerada como de computação quando tem um objetivo principal que não seja de preencher pixels na tela de um usuário quase em tempo real nem de transferir dados por uma rede.
Essa diferenciação é importante porque aplicações de streaming e efeitos visuais (VFX) podem usar GPUs e outros hardwares aceleradores, mas com o objetivo principal de preencher pixels na tela. Em alguns casos, a funcionalidade principal é transferir dados por uma rede (como as unidades de processamento de dados dedicadas a funções de rede), o que também não é considerado como computação.
Os exemplos de carga de trabalho de computação incluem:
- Aplicações de software tradicionais, como Java, Python e Perl.
- LLMs ou outros softwares com uso intenso de computação.
- Treinamento e ajuste de modelos de ciência de dados.
- Modelagem científica e simulações físicas, como enovelamento de proteínas e hidrodinâmica.