Gerenciar cargas de trabalho virtualizadas com aplicações em containers continua sendo um desafio persistente para as operações de TI, muitas vezes criando ambientes de gerenciamento em silos. No Red Hat Summit 2026, tive a oportunidade de subir ao palco durante a sessão OpenShift Spotlight e demonstrar como o Red Hat OpenShift está preenchendo essa lacuna, permitindo que as organizações tratem uma máquina virtual (VM) e um container como cidadãos de primeira classe em uma única plataforma.

Alan Cowles presents during the OpenShift Spotlight at Red Hat Summit 2026.

Alan Cowles faz apresentação durante o OpenShift Spotlight no Red Hat Summit 2026.

Elimine a lacuna entre máquinas virtuais e containers

Minha demonstração utilizou uma aplicação fictícia de agência de viagens executando sete máquinas virtuais. Essa aplicação legada oferecia suporte às funcionalidades de agendamento e faturamento, além de ter VMs dedicadas às diferentes subfunções necessárias para sua execução. Por exemplo, havia uma VM dedicada a executar uma aplicação para reservas de carros de aluguel, outra focada exclusivamente em reservas de voos e outra ainda dedicada a organizar acomodações em hotéis.

Observa-se que, na maioria dos casos, as organizações precisam manter consoles de gerenciamento separados para VMs e containers. Isso ocorre porque elas hospedam suas plataformas de containers na própria solução de virtualização ou executam ambas em uma infraestrutura bare metal lado a lado, gerenciada por equipes diferentes. Isso pode criar uma "taxa de alternância" que drena a eficiência operacional. Na demonstração, mostrei como o Red Hat OpenShift mitiga isso com a integração de máquinas virtuais diretamente com as funcionalidades nativas da plataforma, como o service mesh.

Como as máquinas virtuais no OpenShift são executadas em containers, é fácil aplicar qualquer ferramenta avançada fornecida pelo OpenShift às cargas de trabalho virtualizadas da mesma forma que você aplicaria a qualquer carga de trabalho em containers. Com o Red Hat OpenShift Service Mesh, injetei containers sidecar nas VMs em execução e, assim, forneci funcionalidades adicionais que antes não estavam disponíveis. Inicialmente, o gráfico de tráfego estava vazio: os containers sidecar ainda não haviam sido injetados. Com uma rápida visita à linha de comando no meu teclado imaginário, consegui injetar um container sidecar de service mesh e, em alguns instantes, o ambiente se transformou. A visualização do pod da VM foi expandida de dois containers para três, adicionando um container istio-proxy com os containers guest-console e compute que compõem a VM. Após ser injetado, o gráfico do service mesh começou a ser preenchido com novos dados e forneceu uma visualização abrangente de todo o fluxo da aplicação, incluindo banco de dados e serviços de suporte. 

Alt: The traffic graph function of OpenShift Service Mesh outlines a comprehensive view of the travel agency’s application workflow.

 A função de gráfico de tráfego do OpenShift Service Mesh apresenta uma visão abrangente do fluxo de trabalho da aplicação da agência de viagens. 

Após explorar a conectividade de rede por meio do service mesh, mostrei ao público que o OpenShift Service Mesh é útil não apenas para a visualização dos fluxos de tráfego de rede, mas também para moldá-lo. Para demonstrar isso, mostrei uma implantação canário de uma versão atualizada da aplicação Travel Agency. Provisionei uma nova VM "cars v2" e, utilizando os recursos de modelagem de tráfego do service mesh, criei um script de uma implantação que roteava 90% do tráfego para a máquina virtual que executa a versão legada da aplicação de carros e apenas 10% para a versão 2 ("testando os pneus" do carro, por assim dizer). Quando me senti confortável com a nova versão, inseri outro comando para mudar o fluxo de tráfego para uma divisão 80/20, favorecendo a nova versão da aplicação, o que prepararia a próxima etapa lógica de descontinuação da VM responsável pela execução da versão legada da aplicação.

Embora a demonstração tenha mostrado uma interação muito complexa entre os serviços de container e as máquinas virtuais, a principal conclusão foi que ela conseguiu exibir que o OpenShift não apenas "executa" VMs, mas as trata como um componente nativo da estrutura moderna e programável de aplicações, permitindo estratégias sofisticadas de implantação sem a necessidade de reescrever completamente as aplicações.

Alt: Running VMs in OpenShift allows the travel agency to test new features as native components in OpenShift with modern rollout strategies instead of forcing application rewrites.

A execução de VMs no OpenShift permite que a agência de viagens teste novas funcionalidades como componentes nativos do OpenShift com estratégias de distribuição modernas, em vez de forçar a reescrita das aplicações. 

Você pode explorar esse fluxo de trabalho e conferir os recursos da plataforma em primeira mão com esta demonstração interativa.

Perspectivas da área: a jornada da Abacus

A melhor parte de poder demonstrar isso é que o caminho técnico que descrevi não é apenas teórico. Ele reflete a mudança estratégica adotada por um de nossos clientes. Paul Ponzeka, CTO da Abacus, empresa provedora de serviços gerenciados para os setores financeiro e de saúde, juntou-se a mim no palco na sessão do OpenShift Spotlight. Ele conversou rapidamente com Stu Miniman, da Red Hat, sobre a jornada da Abacus na migração para o OpenShift, impulsionada pela necessidade de agilidade e uma reação a práticas insustentáveis de fornecedores.

Alt: Paul Ponzeka, CTO, Abacus, sits down to talk about their journey from legacy VM providers to Red Hat OpenShift Virtualization. (20:16)

Paul Ponzeka, CTO da Abacus, fala sobre a jornada de provedores legados de VM para o Red Hat OpenShift Virtualization. (20:16)

Quando questionado sobre por que a Abacus buscou mudanças, Ponzeka fez uma avaliação sincera do mercado, brincando: "VMware e Broadcom entram em um bar..." Ele falou sobre a difícil realidade que muitos provedores de serviços enfrentavam: "Vimos os preços dobrarem, fomos excluídos da plataforma de provedores de serviços... Fundamentalmente, precisávamos mudar."

Para Ponzeka, a mudança não foi apenas para escapar dos aumentos de preços, mas também para capacitar sua equipe a lidar com uma arquitetura mais moderna e eficiente. Ele observou que a transição também trouxe melhorias inesperadas no desempenho. "Obtivemos um desempenho significativamente melhor ao migrar para o OpenShift. Começamos a adaptar algumas de nossas maiores portas para a velocidade de linha", compartilhou ele.

Por fim, a Abacus descobriu que, ao migrar para o OpenShift, era possível trazer as cargas de trabalho em containers dos clientes de volta para o ambiente on-premise, executando-as em bare metal ao lado de máquinas virtuais de linha de negócios. Isso transformou uma necessidade de migração em uma nova linha de produtos, provando que se libertar das restrições legadas é o primeiro passo para a verdadeira modernização da infraestrutura.

Conclusão

A integração de máquinas virtuais do OpenShift é um facilitador estratégico para organizações que buscam escapar da dependência de fornecedor enquanto modernizam sua infraestrutura. A demonstração que conduzi ajudou a mostrar como as aplicações legadas ainda podem prosperar no mundo da plataforma nativa em nuvem moderna. O depoimento de Ponzeka também provou para a Abacus que o que começa como uma migração pode evoluir para uma vantagem competitiva, transformando as restrições de infraestrutura em novas oportunidades de negócios. Ao tratar VMs e containers como iguais em uma plataforma de aplicações unificada, as empresas preservam os investimentos existentes e ganham a agilidade e a economia das operações nativas em nuvem. 

Mais informações sobre o Red Hat OpenShift Virtualization 

Recurso

15 motivos para adotar o Red Hat OpenShift Virtualization

O Red Hat OpenShift Virtualization oferece uma infraestrutura unificada, moderna e nativa em nuvem para todas as aplicações e cargas de trabalho virtuais e em containers.

Sobre o autor

Alan Cowles is a Principal Technical Marketing Manager on the Technical Marketing, Evangelism, and Strategic Initiatives team at Red Hat, based in Raleigh, North Carolina. He specializes in hybrid data center architecture and the development of customer solutions using Red Hat OpenShift, with a particular focus on OpenShift Virtualization and storage integrations for backup and recovery. These solutions combine both native features and partner integrations to demonstrate how to best meet customer needs. In the world away from work, Alan can often be found running or biking on one of the many trail systems in central North Carolina, playing golf, or coaching youth soccer and baseball.

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