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Introdução ao 5G

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A tecnologia de rede mobile evoluiu muito desde seu surgimento há algumas décadas. Agora, a quinta geração (5G) promete uma transmissão de dados muito mais rápida e confiável.

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Modernize a infraestrutura de telecomunicações usando um framework open source

O 5G é a quinta geração da tecnologia de redes mobile. Ele foi criado para ampliar a rede de celulares 4G LTE ou até mesmo substituí-la. Cada geração é definida por diversos fatores, como a tecnologia utilizada, o tempo entre envio e recebimento do sinal (latência) e a velocidade da transmissão de dados entre uma rede e os dispositivos conectados. Há ainda uma diferença entre 5G público e privado. As redes 5G oferecerão velocidades de transmissão de dados em escala de gigabits (até 10 Gbps), reduzirão consideravelmente a latência e ampliarão a cobertura em áreas remotas. 

No entanto, o 5G ainda é um projeto, já que a infraestrutura de suporte a ele está limitada a poucas regiões. A Coreia do Sul implementou a rede 5G em todo o país. O Japão planejava concluir a sua integração antes das Olimpíadas 2020, que foram canceladas. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos e outras jurisdições como a Austrália, a China e a Europa estão trabalhando com provedores de serviços regionais para expandir a cobertura do 5G.

As vantagens que o 5G oferece em relação a velocidade, latência e largura de banda são evidentes. Os consumidores terão acesso à downloads mais rápidos, menos buffer nas mídias sociais, jogos mobile em 4K e experiências de realidade virtual aprimoradas. 

O 5G também tem casos de uso que vão além da utilização pelos consumidores. Essa é a tecnologia sem fio que permitirá a transmissão instantânea e fácil de volumes enormes de dados, criando uma conexão praticamente ininterrupta entre o mundo digital e o físico.

Transporte

Ao usar conectividade em tempo real, o 5G aumentará a eficiência no gerenciamento do tráfego em cruzamentos com uma sinalização de trânsito capaz de detectar os veículos que se aproximam. O acesso mais abrangente ao 5G também oferecerá um suporte melhor aos dispositivos edge otimizados para essa rede, como veículos autônomos que se comunicam entre si.

Medicina

Médicos poderão usar a realidade virtual para tratar pacientes à distância. Inteligências artificiais (AIs) com o acesso instantâneo a enormes volumes de dados clínicos ajudarão os profissionais de saúde a fazer diagnósticos e elaborar tratamentos com mais rapidez e precisão.

Agropecuária

Estima-se que em 2050 os produtores rurais precisarão alimentar 9,8 bilhões de pessoas utilizando a mesma quantidade de terra cultivável que hoje alimenta 7,8 bilhões. O 5G pode contribuir para uma maior eficiência no cultivo por meio do uso de equipamentos agrícolas autônomos, como tratores e colheitadeiras, e de drones capazes de detectar alterações na saúde da lavoura, na qualidade do solo e nos níveis de umidade para otimizar a irrigação e a utilização de pesticidas e fertilizantes.

Serviços públicos

A rede 5G pode auxiliar os serviços de atendimento de emergência ao otimizar a coordenação entre polícia, ambulâncias e bombeiros. As informações sobre localização serão muito mais precisas, assim, os socorristas poderão identificar com exatidão o local da ocorrência até mesmo em áreas rurais. A resposta a desastres será mais eficiente, com a identificação mais rápida de áreas críticas e assistência mais abrangente.

1G

A primeira geração de redes mobile surgiu no Japão no final da década de 1970, e sua utilização se espalhou pelo restante do mundo poucos anos depois. O 1G usava tecnologia analógica para transmissão de dados, como rádio AM/FM, o que facilitava sua disponibilização, mas não oferecia segurança nem confiabilidade. A velocidade máxima era um pouco acima de 2 kbps (kilobits por segundo), o suficiente para a transmissão de algumas linhas de texto. Até 2018, apenas a Rússia ainda mantinha uma rede 1G em operação.

2G

A segunda geração chegou no início da década de 1990, trazendo como novidade a transmissão de voz por meio digital e os serviços de mensagens curtas (SMS) e de mensagens multimídia (MMS). Com velocidades de até 200 kbps, o 2G era muito mais rápido do que o 1G, mas ainda bastante lento em comparação com o que temos hoje em dia. A segurança dos dados era um pouco maior, mas com uma cobertura de rede escassa, os custos de roaming eram muito caros e as ligações sempre caíam.

3G

A terceira geração surgiu em meados dos anos 2000 e nos deu à internet mobile, o que ajudou a acelerar a adoção global dos smartphones. A velocidade de transmissão de dados aumentou significativamente para cerca de 40 megabits por segundo (Mbps), mais do que 200 vezes a velocidade do 2G. As tecnologias de comutação de pacotes e o GPRS (General Packet Radio Service) ajudaram a alcançar velocidades mais altas, que deram início a era da internet mobile.

4G

A quarta geração surgiu no mercado por volta de 2010 e é atualmente a tecnologia mobile com utilização global mais disseminada. Ela é a maior responsável pela integração dos dispositivos inteligentes que fazem parte da nossa vida. Com velocidade média de download de até 100 Mbps, o 4G permite baixar arquivos de vídeo em alta definição, jogar videogames em 3D com ações rápidas, fazer streaming de música, utilizar realidade virtual e uma infinidade de outros serviços.

Além dos smartphones, pense em todos os dispositivos 5G que funcionarão juntos para criar lares conectados. Esse é o futuro das redes 5G sem fio – uma tecnologia com potencial para gerar US$ 13,2 trilhões de receita em produtos e serviços e até 22,3 milhões de empregos até 2035.

Samsung

As soluções de rede 5G da Samsung são baseadas no Red Hat OpenShift.

Verizon

Verizon desenvolve núcleo 5G nativo em nuvem com ajuda da Red Hat.

Turkcell

Líder regional em 5G cria nuvem unificada com o Red Hat OpenStack®.

Ericsson

Ericsson faz parceria com a Red Hat para criar soluções usando o OpenStack e containers.

Todos os negócios dependem do setor de telecomunicações para acesso à Internet. O 5G oferecerá vantagens para várias empresas, em especial por meio do network slicing (veja mais abaixo): dados utilizados para entretenimento e comunicação terão uma fatia da rede enquanto dados críticos receberão uma fatia dedicada separadamente. Para fazer essa atualização na nossa infraestrutura, o setor de telecomunicações está se concentrando na transição para o 5G. Em geral, essa transformação progressiva para a rede 5G depende da virtualização das redes de acesso a rádio (RAN) e supõe que o futuro é cada vez mais baseado em containers e nativo em nuvem. Para as empresas de telecomunicações, as RANs representam despesas gerais de rede significativas, executam processamento intensivo e complexo e, agora, enfrentam demandas cada vez maiores à medida que mais casos de uso de edge e 5G surgem para os clientes.

No entanto, por meio da virtualização das funções de rede, as empresas de telecomunicações e ISPs conseguem simplificar as operações de rede e melhorar a flexibilidade, disponibilidade e eficiência. Tudo isso enquanto atendem a um número cada vez maior de dispositivos e aplicações que exigem altas larguras de banda. Isso significa maior velocidade e flexibilidade para setores que dependem de ISPs, ou seja, todos.

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