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Introdução à edge computing

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Com a cloud computing, muitas organizações passaram a centralizar os seus serviços em grandes datacenters. No entanto, as novas experiências de usuário final, como a Internet das Coisas (IoT), exigem que o provisionamento de serviços seja mais próximo da edge ou "borda" externa da rede, onde estão os dispositivos físicos.

A edge computing é o tipo de computação em que o processamento acontece no local físico (ou próximo) do usuário ou da fonte de dados, resultando em menor latência e economia de largura de banda.

Em um modelo de cloud computing, os serviços e os recursos de computação muitas vezes são centralizados em grandes datacenters, que são acessados por usuários finais na "borda" da rede. Esse modelo comprovou ter vantagens de custo e mais eficiência no compartilhamento de recursos. No entanto, as novas formas de experiência de usuário final, como a IoT, precisam de capacidade computacional mais próxima de um dispositivo físico ou de uma fonte de dados que realmente exista, ou seja, na "borda" da rede.

Ao colocar serviços de computação mais perto desses locais, os usuários aproveitam serviços mais rápidos e confiáveis com uma experiência melhor. Já as empresas se beneficiam ao melhorar o processamento de dados e o suporte a aplicações sensíveis à latência, além de usar tecnologias como análise de IA/ML para identificar tendências e oferecer soluções e serviços aprimorados.

 

Dispositivos de edge são hardwares físicos presentes em locais remotos da edge da rede com memória, capacidade de processamento e recursos de computação suficientes para coletar e processar dados e realizar a execução com base neles quase em tempo real com ajuda limitada de outras partes da rede.

Os dispositivos de edge exigem algum tipo de conectividade de rede para viabilizar a comunicação entre o dispositivo e o banco de dados em um local centralizado. E os dados são coletados e processados nesse dispositivo.

A edge computing complementa os modelos de computação híbrida, especialmente naqueles em que a computação centralizada é usada em:

  • computação de cargas de trabalho intensivas
  • armazenamento e agregação de dados
  • inteligência artificial/aprendizado de máquina
  • coordenação de operações entre regiões
  • processamento tradicional de back-end
  • veículos autônomos
  • realidade aumentada/virtual
  • cidades inteligentes

Com a edge computing, você também resolve problemas na fonte de dados em tempo quase real. Resumindo, quando a redução da latência e/ou o monitoramento em tempo real são compatíveis com os objetivos dos seus negócios, há um caso de uso da edge computing.

 

Internet das Coisas (IoT)

Os dispositivos de IoT realizam várias tarefas de rede internas para receber e resolver uma solicitação. Quanto maior a capacidade de computação disponível no dispositivo, ou pelo menos mais perto dele na rede, melhor a experiência do usuário.

 

Tecnologias mobile

Os problemas relacionados à computação mobile muitas vezes são baixa latência ou falhas no serviço. A edge computing reduz os atrasos da propagação de sinais, o que resolve as restrições rigorosas de latência. Ela também limita as falhas a uma área menor ou a um grupo de usuários, além de fornecer continuidade do serviço quando a conectividade de rede é intermitente.

 

Telecomunicações

À medida que os provedores de serviços de telecomunicação modernizam suas redes, eles migram as cargas de trabalho e os serviços da rede principal (em datacenters) para a borda, ou seja, nos arredores dos pontos de presença e escritórios centrais. Com a virtualização do escritório central, uma das últimas interfaces físicas para a disponibilização de serviços, os provedores podem implantar serviços na borda da rede.

A IoT produz um alto volume de dados que precisam ser processados e analisados para poderem ser usados. A edge computing migra os serviços de computação para mais perto do usuário final ou da fonte de dados, como um dispositivo de IoT.

A edge computing é uma fonte local de processamento e armazenamento de dados e necessidades de programação de dispositivos de IoT. Isso reduz a latência da comunicação entre esses dispositivos e as redes de TI centrais às quais eles estão conectados.

Com a edge computing, você se beneficia de um alto volume de dados criados por dispositivos de IoT conectados. A implementação de algoritmos de análise de dados e modelos de machine learning na edge permite que o processamento de dados ocorra no local e seja usado para acelerar a tomada de decisão.

IIoT significa Internet das Coisas Industrial, termo usado para dispositivos conectados nas áreas de manufatura, energia e em outras práticas industriais. Os dispositivos IIoT costumam ser implantados com a edge computing. A IIoT é muito importante por levar mais automação e automonitoramento a máquinas industriais, o que ajuda a aumentar a eficiência.

A edge computing de acesso múltiplo (MEC) é um tipo de arquitetura de rede que oferece recursos de cloud computing e um ambiente de serviços de TI na edge da rede. O objetivo da MEC é reduzir a latência, aumentar a eficiência na operação da rede e disponibilização de serviços e melhorar a experiência do cliente.

Em termos gerais, a edge computing de acesso múltiplo pode ser definida como uma evolução da cloud computing que usa as tecnologias mobile, de nuvem e edge computing para retirar os hosts de aplicações do datacenter centralizado e distribuí-los pela edge da rede. Como resultado, as aplicações e serviços computacionais ficam mais perto, respectivamente, dos usuários finais e dos dados gerados.

O termo 5G se refere à quinta geração de redes mobile. Essa tecnologia traz upgrades em largura de banda e latência que possibilitam serviços que não podiam ser oferecidos nas redes antigas. As redes 5G prometem oferecer velocidades de transmissão de dados em escala de gigabits (até 10 Gbps), uma considerável redução da latência e a expansão da cobertura para áreas remotas.

O 5G pode ser considerado um caso de uso de edge computing, além de viabilizar outros casos de uso de tecnologias de edge. A edge computing é uma maneira de alcançar os requisitos de desempenho e baixa latência das redes 5G, além de melhorar a experiência do cliente.

A adoção da edge computing é uma prioridade alta para muitos provedores de serviços de telecomunicações que estão modernizando as redes e buscam novas fontes de receita. Especificamente, muitos provedores de serviços de telecomunicação estão migrando cargas de trabalho e serviços da rede principal (em datacenters) para a edge da rede, pontos de presença e escritórios centrais.

Para as telecomunicações, as aplicações e os serviços que os clientes querem consumir nas redes edge são a chave para geração de receita. No entanto, o sucesso depende da criação do ecossistema certo e da coordenação entre stakeholders e parceiros tecnológicos.

Nenhum fornecedor é capaz de oferecer uma solução de edge computing completa. Na verdade, você monta uma solução a partir de vários componentes.Com plataformas open source, você tem interoperabilidade em um vasto ecossistema sem depender de um stack de tecnologia proprietário de um fornecedor. E, para habilitar novos casos de uso de edge computing, a Red Hat está investindo em comunidades upstream open source, como o Kubernetes, OpenStack e Fedora IoT.

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Soluções Red Hat

Red Hat Enterprise Linux

Uma plataforma estável e comprovada, versátil o suficiente para lançar novas aplicações, virtualizar ambientes e criar uma nuvem híbrida mais segura.

Red Hat OpenShift

Uma plataforma empresarial de aplicações em container Kubernetes com stack completo de operações automatizadas para gerenciar implantações de nuvem híbrida, multicloud e edge computing.

Red Hat Edge

Um portfólio de software empresarial otimizado para implantações lightweight na edge.

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