O que é engenharia de plataforma?
A engenharia de plataforma é uma disciplina dentro do desenvolvimento de software que se concentra em otimizar a produtividade, a duração do ciclo da aplicação e o time to market. O objetivo principal da engenharia de plataforma é identificar os pontos problemáticos que afetam as equipes de desenvolvimento e mitigá-los utilizando ferramentas e recursos essenciais e reutilizáveis por meio de uma plataforma interna de desenvolvedor (IDP).
A engenharia de plataforma deve ser encarada como uma abordagem interdisciplinar que visa otimizar a cultura de trabalho e a produtividade de forma a influenciar positivamente os resultados obtidos. No contexto empresarial, a engenharia de plataforma agiliza o lançamento de soluções e incrementa a eficiência operacional, melhorando o desenvolvimento, a implantação e a manutenção de aplicações. Culturalmente, a engenharia de plataforma visa otimizar a colaboração entre equipes e reduzir a carga cognitiva dos desenvolvedores, fornecendo a eles as ferramentas e suporte necessários para se concentrarem no que é essencial para o trabalho.
Qual é o papel da engenharia de plataforma?
O trabalho da engenharia de plataforma é beneficiar as organizações incentivando a consistência e a eficiência. Ele aprimora a colaboração entre as equipes e diminui a curva de aprendizado dos novos membros, fazendo com que a cooperação entre todos seja mais eficiente. A engenharia de plataforma pode ser tanto um cargo específico quanto uma disciplina ou metodologia assumida por um grupo de profissionais como iniciativa de equipe.
Em essência, a engenharia de plataforma tem como objetivo reduzir o tempo empregado em tarefas administrativas que podem afetar a produtividade dos desenvolvedores e criar obstáculos no ciclo de vida da aplicação.
Como os engenheiros de plataforma orientam os desenvolvedores?
Os engenheiros e equipes de engenharia de plataforma são responsáveis por gerenciar a infraestrutura e criar um conjunto de ferramentas que orientem os desenvolvedores por um fluxo de trabalho estabelecido para atender às necessidades deles conhecido como Golden Path (caminho dourado).
As ferramentas e processos personalizados selecionados pelos engenheiros de plataforma estarão de acordo com as necessidades específicas da organização, por meio de recursos self-service e infraestruturas automatizadas que capacitam os desenvolvedores de software. Essa capacidade de adaptação evita que os desenvolvedores fiquem restritos a soluções padronizadas, permitindo que eles utilizem as ferramentas que considerarem mais adequadas aos requisitos do projeto. Ao mesmo tempo, isso reduz a necessidade de aprender novas habilidades e elimina o trabalho supérfluo. Assim, os desenvolvedores podem se concentrar em sua especialidade: o código.
As equipes de engenharia de plataforma também garantem que estruturas de governança robustas estejam em vigor para manter o controle sobre recursos, segurança e conformidade em todos os ambientes. Isso traz a vantagem adicional de oferecer às organizações uma maneira mais hands-on de monitorar o desempenho, controlar os custos e identificar possíveis riscos e vulnerabilidades.
Bastidores da engenharia de plataforma. Duração do vídeo: 2:31
O que é uma plataforma de aplicações?
O que é uma plataforma interna de desenvolvedor (IDP)?
Uma plataforma interna de desenvolvedor (IDP) é um conjunto padronizado de ferramentas e tecnologias self-service essenciais para os desenvolvedores criarem, implantarem e fazerem a manutenção do código em todo o ciclo de vida de uma aplicação. As cadeias de ferramentas integradas a uma IDP permitem um fluxo de trabalho mais produtivo para os desenvolvedores poderem se concentrar em coisas como segurança e escalabilidade. Afinal, elas ajudam as empresas a gerar mais valor para o cliente.
Engenharia de plataforma e DevOps
O DevOps é uma abordagem adotada pelas organizações para integrar as funções de desenvolvimento de software e operações de TI em fluxos de trabalho iterativos. Já a engenharia de plataforma é mais voltada à criação de plataformas e ferramentas internas para viabilizar esses fluxos de trabalho.
A engenharia de plataforma ajuda a estabelecer ferramentas, conhecimento, serviços e processos padrão capazes de atender a diversas equipes de desenvolvimento na organização. Plataformas padronizadas permitem às equipes de desenvolvimento criar, implantar, gerenciar e oferecer suporte aos seus próprios componentes, enquanto a equipe de plataforma faz o mesmo com a infraestrutura subjacente.
As práticas de DevOps incentivam os desenvolvedores a pesquisar, aprender, implementar e gerenciar o software por conta própria, proporcionando mais conhecimento e controle sobre a aplicação em produção.
A adoção do DevOps e da entrega contínua resultou em pipelines e cadeias de ferramentas mais longas. E com a pressão adicional da abordagem "shift left" (que implica em um entendimento completo de como proteger cada etapa do fluxo de trabalho ao criar e manter uma aplicação), os desenvolvedores passaram a ser responsáveis por compreender cada vez mais as complexidades envolvidas nas aplicações que estão construindo.
Essa autonomia pode gerar responsabilidade e carga cognitiva que, no fim, não beneficiam nem o indivíduo nem a organização.
Ao priorizar a empatia e a jornada do usuário, a engenharia de plataforma como estratégia expande o DevOps. Isso permite encontrar maneiras mais eficazes de automatizar a entrega de aplicações, melhorar a colaboração e a comunicação, reduzir erros, aumentar a segurança e a conformidade, incrementar a eficiência e, mais importante, redirecionar as principais habilidades dos desenvolvedores para onde elas são mais necessárias.
Como a engenharia de plataforma capacita os desenvolvedores?
A engenharia de plataforma alivia a responsabilidade pela infraestrutura dos desenvolvedores. Isso é muito necessário em ambientes híbridos e de multicloud.
Tradicionalmente, o trabalho do desenvolvedor era criar ou encontrar ferramentas que suprissem suas necessidades. Antes, iterações de tecnologia básicas atendiam a essa expectativa. Porém, à medida que as empresas crescem, fica cada vez mais complexo e fragmentado para os desenvolvedores oferecerem suporte aos usuários e escalarem com eficiência em organizações de maior porte.
Um engenheiro de plataforma cria uma IDP eficiente procurando por pontos de fricção na experiência do desenvolvedor e selecionando ferramentas e tecnologias capazes de remover ou reduzir esses atritos. Inicie com uma abordagem simples, incluindo apenas ferramentas que você sabe que serão úteis para sua equipe de desenvolvimento. A partir daí, expanda os recursos para que evoluam em conjunto com as necessidades da sua equipe, sempre buscando feedback durante o processo.
Engenharia de plataforma e engenharia de confiabilidade de sites (SRE)
Um engenheiro de confiabilidade de sites (SRE) gerencia a infraestrutura de TI subjacente, as equipes de SRE desenvolvem processos e automação para assegurar a integridade de sua infraestrutura e manter o uptime. As metas são compartilhadas entre profissionais de SRE e engenheiros de plataforma. Entretanto, a SRE prioriza o desempenho, a confiabilidade e a escala do software, enquanto a engenharia de plataforma se concentra em sistemas voltados a aprimorar a experiência do desenvolvedor.
Tanto a engenharia de plataforma quanto a engenharia de confiabilidade de sites envolvem criar e fazer a manutenção de sistemas. A diferença entre as duas práticas está no foco.
Quais são os principais desafios da engenharia de plataforma?
A engenharia de plataforma só tem sucesso quando a plataforma é tratada como uma solução, e os desenvolvedores internos como clientes. Sua adoção é mais propensa a falhar quando as organizações a tratam como uma exigência de TI, em vez de uma solução voltada aos desenvolvedores internos. Se uma equipe de engenharia criasse uma plataforma interna de desenvolvedor (IDP) sem entender as reais dificuldades dos desenvolvedores, estes provavelmente deixariam de usar a plataforma para não comprometer sua produtividade.
Da mesma forma, uma organização pode desenvolver uma plataforma mais simples ou mais complexa do que o necessário. A engenharia de plataforma não se resume a disponibilizar uma interface de portal de desenvolvedores (como o Backstage). É necessário implementar automação e orquestração mais profundas da infraestrutura para tornar o self-service mais eficaz. Da mesma forma, projetar uma plataforma para atender a todos os possíveis casos de uso futuros pode torná-la excessivamente complexa e criar uma curva de aprendizado acentuada.
Além disso, as equipes de plataforma enfrentam um enorme desafio técnico ao consolidar ferramentas fragmentadas e complexidade empresarial em fluxos de trabalho otimizados e automatizados. Distanciar essa complexidade dos desenvolvedores de aplicações exige abstração e manutenção contínuas, o que pode sobrecarregar rapidamente uma equipe com poucos recursos.
Para superar esses obstáculos, as organizações bem-sucedidas mudam para uma mentalidade estritamente voltada para o produto, lançando uma plataforma minimamente viável (TVP) que resolve primeiro um único obstáculo crítico de engenharia. Ao se juntar a um grupo-piloto de desenvolvedores para projetar esses fluxos de trabalho iniciais, elas criam "caminhos dourados" fluidos e self-service que os engenheiros escolhem usar ativamente. Em vez de forçar a adoção, elas facilitam o uso da plataforma, aproveitando o sucesso interno orgânico para escalar gradualmente a automação da infraestrutura em toda a empresa.
O papel da Red Hat na engenharia de plataforma
O Red Hat® OpenShift® e o Red Hat Advanced Developer Suite oferecem uma solução abrangente de engenharia de plataforma para todo o ciclo de vida de desenvolvimento do software. O Red Hat OpenShift oferece uma base robusta para implantar, gerenciar e escalar aplicações em produção. Já o Red Hat Advanced Developer Suite capacita as equipes de plataforma a aumentar a produtividade dos desenvolvedores, reduzir riscos e viabilizar o desenvolvimento com IA, promovendo ganhos operacionais imediatos e transformações de longo prazo. O Red Hat Advanced Developer Suite complementa ainda mais o Red Hat OpenShift com um portal interno para desenvolvedores e uma cadeia de suprimentos de software confiável, oferecendo uma plataforma interna de desenvolvimento (IDP) abrangente.
Estado da engenharia de plataforma na era da IA
Nesta página, você encontra uma análise detalhada da pesquisa "Estado da engenharia de plataforma na era da IA" realizada pela Illuminas. Confira os detalhes.