DevOps

O que é DevSecOps?

A metodologia DevOps não envolve apenas as equipes de desenvolvimento e de operações. Se você quiser aproveitar ao máximo a agilidade e a capacidade de resposta proporcionadas pela abordagem DevOps, também será necessário que a equipe de segurança da TI desempenhe um papel integrado em todo o ciclo de vida das aplicações da sua empresa.

Por quê? Antigamente, a segurança era delegada a uma equipe específica que atuava isoladamente no estágio final do desenvolvimento. Isso não representava nenhum problema quando os ciclos de desenvolvimento duravam meses ou anos. Mas hoje em dia, já não é mais assim. Uma implementação eficaz de DevOps garante ciclos de desenvolvimento rápidos e frequentes, muitas vezes com duração de semanas ou dias. No entanto, as práticas antiquadas de segurança podem arruinar até as iniciativas de DevOps mais eficientes.

Agora, na estrutura colaborativa do DevOps, a segurança é uma responsabilidade compartilhada e integrada do início ao fim. É uma mentalidade tão importante que resultou na criação do termo “DevSecOps” para enfatizar a necessidade de criar um alicerce de segurança para sustentar as iniciativas de DevOps.

DevSecOps significa pensar na segurança da aplicação e da infraestrutura desde o início. Também significa automatizar algumas barreiras de segurança para evitar que o fluxo de trabalho de DevOps fique lento. Selecionar as ferramentas certas para integrar a segurança de maneira contínua pode ajudar a sua empresa a alcançar as metas de segurança. No entanto, uma segurança de DevOps eficaz requer mais do que ferramentas novas: ela deve ser construída sobre as mudanças culturais geradas pelo DevOps para integrar o trabalho das equipes de segurança o quanto antes.


A segurança de DevOps é integrada

Independentemente de receber o nome de “DevOps” ou “DevSecOps”, o ideal sempre foi incluir a segurança como parte integral de todo o ciclo de vida da aplicação. O DevSecOps trata-se de segurança integrada, em vez de ser uma camada de proteção em torno de aplicações e dados. Se a segurança só for implantada no final do pipeline de desenvolvimento pelas organizações que adotam o DevOps, essas empresas poderão voltar aos longos ciclos de desenvolvimento que querem evitar.

Em parte, o DevSecOps destaca a necessidade de convidar as equipes de segurança para que participem desde o início das iniciativas de DevOps, a fim de integrar a segurança da informação e estabelecer um plano de automação da segurança. Essa metodologia também salienta que é preciso ajudar os desenvolvedores a codificar levando a segurança em consideração, um processo que exige que as equipes de segurança compartilhem insights, feedbacks e visibilidade sobre as ameaças conhecidas. Possivelmente, esse esforço demandará também um novo treinamento de segurança para desenvolvedores, já que esse tópico nem sempre é incluso entre os focos principais do desenvolvimento tradicional de aplicações.

O que é a integração da segurança de fato? Primeiro, uma boa estratégia de DevSecOps é determinar a tolerância a riscos e conduzir uma análise contrapondo riscos e benefícios. Qual a quantidade de controles de segurança é necessária para uma determinada aplicação? Quão importante é agilizar a disponibilidade ao mercado para aplicações diferentes? Automatizar tarefas repetidas é essencial para o DevSecOps, já que as verificações de segurança manuais no pipeline podem ser muito demoradas.


A segurança do DevOps é automatizada

O que é preciso fazer: manter os ciclos de desenvolvimento curtos e frequentes, integrar as medidas de segurança com mínima interrupção das operações, acompanhar o ritmo das tecnologias inovadoras (como containers e microsserviços) e, acima de tudo, promover uma colaboração estreita entre equipes que normalmente trabalham isoladas, uma tarefa nada fácil em qualquer organização. Todas essas iniciativas começam pelas pessoas, com a colaboração de todos na empresa. No entanto, o elemento facilitador dessas mudanças no aspecto humano da estrutura de DevSecOps é a automação.

Mas o que e como automatizar? Existe uma orientação por escrito que ajuda a responder a essa pergunta. As organizações devem dar um passo para trás e refletir sobre todo o ambiente de desenvolvimento e operações. Isso inclui repositórios de controle de fontes, registros de containers, pipeline de integração e implantação contínuas (CI/CD), gerenciamento de interfaces de programação de aplicações (APIs), automação de orquestração e lançamento e gerenciamento/monitoramento operacional.

As novas tecnologias de automação ajudam as organizações a adotar práticas de desenvolvimento mais ágeis. Elas também têm desempenhado um papel fundamental em promover avanços nas novas medidas de segurança. No entanto, a automação não é a única parte do panorama de TI que mudou nos últimos anos. As tecnologias nativas da cloud, como containers e microsserviços, agora são essenciais nas maiorias das iniciativas de DevOps, e é necessário adaptar a segurança de DevOps para que seja compatível com elas.


Segurança de DevOps criada para containers e microsserviços

Com o uso de containers, a infraestrutura ganhou mais dinamismo e escalabilidade e, assim, muitas organizações mudaram completamente a maneira de fazer negócios. Por isso, as práticas de segurança de DevOps precisam ser adaptadas a esse novo panorama e alinhadas às diretrizes de segurança específicas para containers. As tecnologias nativas da cloud não combinam com políticas e listas de verificação de segurança estáticas. Pelo contrário, é necessário que a segurança seja contínua e integrada em todos os estágios do ciclo de vida da infraestrutura e das aplicações.

DevSecOps significa integrar a segurança no desenvolvimento de aplicações do início ao fim. Essa integração no pipeline requer que a organização adote uma nova mentalidade, assim como novas ferramentas. Com isso em mente, as equipes de DevOps devem automatizar a segurança para proteger o ambiente e os dados em geral, assim como o processo de entrega e integração contínuas. Essa é uma meta que provavelmente incluirá a segurança de microsserviços em containers.

Segurança do ambiente e dos dados:

Padronize e automatize o ambiente.

Cada serviço deve ter o mínimo de privilégio possível para minimizar as conexões de acessos não autorizados.

Centralize os recursos de controle de acesso e identidade de usuários.

Controle rígido do acesso e mecanismos de autenticação centralizados são essenciais para a segurança dos microsserviços, já que a autenticação é iniciada em vários pontos.

Isole os containers que executam microsserviços um dos outros e a rede.

Isso inclui dados em trânsito e em repouso, já que ambos os tipos podem ser alvos muito visados por ataques.

Criptografe dados entre aplicações e serviços.

Uma plataforma de orquestração de containers com recursos de segurança integrados ajuda a minimizar a chance de ocorrer acessos não autorizados.

Introduza gateways de API seguros.

APIs seguras aumentam a visibilidade de autorização e encaminhamento. Ao diminuir a quantidade de APIs expostas, as organizações podem reduzir as superfícies de ataque.

Segurança do processo de CI/CD:

Integre verificadores de segurança para containers.

Isso deve fazer parte do processo de adição de containers ao registro.

Automatize os testes de segurança no processo de CI.

Isso inclui executar ferramentas de análise estática de segurança como parte das compilações, bem como verificar quaisquer imagens de container pré-criadas para vulnerabilidades de segurança conhecidas, conforme são inseridas ao pipeline de criação.

Adicione testes automatizados para os recursos de segurança no processo de teste de aceitação.

Automatize os testes de validação de entradas, bem como os recursos de autorização e autenticação da verificação.

Automatize as atualizações de segurança, como patches para vulnerabilidades conhecidas.

Faça isso por meio de um pipeline DevOps. Essa medida deve eliminar a necessidade de administradores se conectarem a sistemas de produção, enquanto cria um log de mudanças rastreáveis e documentadas.

Automatize os recursos de gerenciamento das configurações de serviços e sistemas.

Com isso, é possível manter a conformidade com as políticas de segurança, bem como eliminar os erros manuais. As tarefas de auditoria e correção também devem ser automatizadas.

As ferramentas de DevSecOps que você precisa

Gerenciamento

Uma tecnologia de automação de TI simples e sem agentes que permite aprimorar os processos atuais e migrar aplicações para aumentar a otimização, além de fornecer uma linguagem unificada para as práticas de DevOps em toda a organização.

Cloud computing

O Red Hat® OpenShift® Container Platform oferece segurança integrada para aplicações baseadas em container, incluindo controle de acesso baseado em funções, Security-Enhanced Linux (SELinux) com isolamento habilitado e verificações durante todo o processo de criação de containers.

Você pode fazer muito mais com o DevSecOps