O que é gerenciamento de vulnerabilidades?

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O gerenciamento de vulnerabilidades é uma prática de segurança da TI que envolve a identificação, avaliação e correção de falhas de segurança em dispositivos, redes e aplicações. O objetivo é reduzir os riscos de ciberataques e violações.

Profissionais especializados consideram o gerenciamento de vulnerabilidades uma parte importante da automação da segurança. Esta é uma capacidade obrigatória no Monitoramento Contínuo de Segurança da Informação, conforme definido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (NIST) dos EUA. 

As vulnerabilidades são rastreadas como vulnerabilidades e exposições comuns (CVEs), um sistema usado pelo setor de segurança para catalogar as falhas identificadas por fornecedores de TI e pesquisadores. Como novas CVEs estão sempre surgindo, o gerenciamento de vulnerabilidades é um processo contínuo. Com um programa de gerenciamento de vulnerabilidades, as equipes podem automatizar os processos de detecção e correção, como a verificação de falhas e a aplicação de patches.

O objetivo do gerenciamento de vulnerabilidades é reduzir os riscos de ciberataques e proteger a infraestrutura de TI. Com esses processos, as empresas diminuem suas superfícies de ataque, identificando e removendo erros de configuração e problemas de segurança que possam ser explorados. Elas também conseguem gerenciar patches aos software e detectar e mitigar ataques ocasionados por exploração de vulnerabilidades. Assim, você assegura a aplicação correta de patches e configurações em todos os ambientes, dos dispositivos de endpoint até servidores, redes e recursos de nuvem.

O gerenciamento de vulnerabilidades é formado por cinco fluxos de trabalho simultâneos

  • Descoberta: verifique os ativos de TI da organização para encontrar vulnerabilidades conhecidas e potenciais.
  • Categorização e priorização: categorize as vulnerabilidades identificadas e atribua a elas um nível de prioridade de acordo com a gravidade e o risco real. Por exemplo, uma vulnerabilidade gravíssima no dispositivo que só possa ser explorada quando há conexão com a internet não é um risco se ele só for operado offline.
  • Resolução: solucione as vulnerabilidades por meio da correção (resolver a vulnerabilidade), mitigação (limitar as chances de exploração ou seu impacto) e aceitação (escolher não lidar com vulnerabilidades de baixo risco).
  • Reavaliação: realize novas avaliações para assegurar que as medidas tomadas funcionaram e não produziram novas vulnerabilidades.
  • Relatório: estabeleça métricas de referência para gerenciar vulnerabilidades e monitore seu desempenho ao longo do tempo.

Como componente da segurança da informação, o gerenciamento de vulnerabilidades tem as mesmas funções. Quando se trata do framework de cibersegurança definido pelo NIST, as funções incluem:

  • Identificar: entenda os sistemas, usuários, ativos, dados e recursos.
  • Proteger: seja capaz de limitar ou restringir o impacto de um possível evento de cibersegurança.
  • Detectar: descubra os eventos de cibersegurança com rapidez.
  • Responder: tome as medidas apropriadas quando detectar um incidente de cibersegurança.
  • Recuperar: tenha um plano de resiliência e restaure todos os recursos e serviços que forem impactados por um incidente.

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As vulnerabilidades de segurança da TI são catalogadas e rastreadas pela lista de CVEs. Essa lista é um recurso do setor administrado pela MITRE Corporation e financiado pela Agência de Cibersegurança e de Infraestrutura (CISA), que integra o Departamento de Segurança Interna dos EUA. Pesquisadores, fornecedores e membros da comunidade open source podem enviar falhas de segurança para a lista de CVEs.

Além de breves entradas de CVE, os profissionais de segurança podem encontrar detalhes técnicos sobre vulnerabilidades no Vulnerability Database (NVD) dos Estados Unidos, o Vulnerability Notes Database do CERT/CC e outras origens como as listas específicas de produtos gerenciadas por fornecedores.

O ID CVE oferece uma maneira confiável de reconhecer vulnerabilidades em diferentes sistemas e coordenar o desenvolvimento de ferramentas e soluções de segurança.

 

Leia mais sobre as CVEs

O Sistema de Pontuação de Vulnerabilidade Comum (CVSS) é um padrão do setor para atribuir pontuações às CVEs. É aplicada uma fórmula que avalia uma série de fatores relacionados à vulnerabilidade, como as chances de se realizar um possível ataque de maneira remota, a complexidade desse ataque e se há a exigência de qualquer ação do usuário. O CVSS atribui a cada CVE uma pontuação que vai de 0 (nenhum impacto) a 10 (maior impacto).

No entanto, apenas a pontuação não é o suficiente para avaliar o risco. Há outros dois tipos de avaliação que ajudam a formar uma análise mais completa baseada no CVSS: temporal e ambiental. Com uma avaliação temporal, você descobre detalhes sobre as técnicas atuais de exploração, a existência de ataques que exploram a vulnerabilidade ou a disponibilidade de patches e soluções para eliminar o problema. Uma avaliação ambiental adiciona detalhes específicos da organização sobre dados, sistemas ou controles críticos que possam existir no ambiente do consumidor final e que seriam capazes alterar o impacto ou a probabilidade de um ataque ser executado com sucesso.

Os fornecedores e pesquisadores podem usar outros parâmetros além das pontuações CVSS. Por exemplo, o Red Hat Product Security adota uma escala de gravidade de quatro pontos para ajudar os usuários a avaliarem os problemas de segurança. As classificações são:

  • Impacto crítico: falhas que podem ser facilmente exploradas por um invasor remoto não autenticado e danificar o sistema sem exigir interação do usuário.
  • Impacto importante: falhas que podem facilmente comprometer a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos recursos.
  • Impacto moderado: falhas mais difíceis de explorar, mas que ainda podem comprometer de certa maneira a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos recursos em determinadas circunstâncias.
  • Impacto pequeno: todos os outros problemas que podem ter impacto na segurança. Isso inclui aqueles que são explorados durante circunstâncias improváveis ou que têm consequências mínimas quando o ataque é bem-sucedido.

À medida que a quantidade de vulnerabilidades aumenta e as empresas alocam mais equipes e recursos para cuidar da segurança, é essencial priorizar esse trabalho do melhor jeito possível. O uso de dados genéricos e imprecisos sobre riscos como parte de um programa de gerenciamento de vulnerabilidades pode fazer com que você subestime ou superestime determinadas vulnerabilidades. Isso aumenta o risco de que um problema importante fique sem solução durante muito tempo.

O gerenciamento de vulnerabilidades baseado em riscos (RBVM) é uma abordagem moderna que prioriza as ações de acordo com a ameaça a uma organização específica. O RBVM considera dados de vulnerabilidade relacionados especificamente a stakeholders, incluindo inteligência de ameaças, as chances de exploração e a importância dos ativos impactados para a empresa. Isso inclui recursos de inteligência artificial e machine learning que ajudam a produzir pontuações de risco mais precisas. A RBVM também tem como objetivo monitorar vulnerabilidades em tempo real, com escaneamento contínuo e automatizado de vulnerabilidades.

A avaliação de vulnerabilidades é uma análise das medidas de segurança adotadas por um sistema de TI para identificar falhas. Isso inclui a coleta de dados sobre o sistema e seus recursos, uma verificação para encontrar vulnerabilidades conhecidas e a geração de um relatório para classificar rapidamente as descobertas e identificar métodos de implementação de melhorias. A avaliação de vulnerabilidades é como uma auditoria interna em toda a infraestrutura para encontrar problemas de segurança. Mesmo que possa ser agendada como parte de um processo realizado com frequência, a avaliação de vulnerabilidades é basicamente um evento único que termina com uma conclusão: um relatório sobre a infraestrutura em um determinado momento.

Já o gerenciamento de vulnerabilidades é um trabalho contínuo e automatizado. As funções desse processo são regulares, simultâneas e contínuas. Assim, é possível lidar com as vulnerabilidades importantes com antecedência e rapidez, o que melhora a segurança.

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Como líder em software open source, a Red Hat prioriza a transparência e a responsabilidade quando se trata dos seus clientes e comunidades. A Red Hat sempre disponibiliza informações sobre as vulnerabilidades e, em 2022, recebeu a designação Root organization no programa de CVE.

A Red Hat também oferece às empresas soluções para desenvolver, implantar e executar aplicações nativas em nuvem com mais segurança. O Red Hat® Advanced Cluster Security for Kubernetes ajuda a aprimorar a detecção e o gerenciamento das vulnerabilidades em ambientes Kubernetes.

Leia mais sobre a abordagem da Red Hat para o gerenciamento de vulnerabilidades

O Red Hat Ansible® Automation Platform pode ajudar sua empresa a automatizar as respostas de segurança para identificar e solucionar vulnerabilidades rapidamente, antes que elas se tornem problemas urgentes. A Red Hat e nossos parceiros também mantêm o Red Hat Ansible Certified Content Collections, um conteúdo de automação pré-criado e com suporte que você pode aplicar ao seu centro de operações de segurança.

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O Red Hat Enterprise Linux® é a base de segurança de todo o nosso portfólio de soluções. Incorporar segurança desde o início pode ajudar sua organização a identificar, mitigar e reduzir rapidamente o impacto de CVEs com software confiável e proteções integradas. 

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