O que é uma plataforma de aplicações?

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Uma plataforma de aplicações é um conjunto integrado de ferramentas e serviços para testar, implantar e gerenciar softwares (aplicações). Ao contrário das ferramentas de desenvolvimento de aplicações, que atuam apenas na fase de testes, uma plataforma de aplicações oferece ferramentas para gerenciar o software com consistência ao longo de todo o ciclo de vida. 

A plataforma de aplicações contém todos os componentes de que um desenvolvedor precisa para criar e executar aplicações e IA. Isso inclui o gerenciamento de infraestrutura para oferecer suporte à escalabilidade, ferramentas de integração e desenvolvimento contínuos (CI/CD), service mesh, ferramentas de monitoramento, interfaces de programação de aplicações (APIs), GitOps, runtime e implantação, ferramentas de segurança e muito mais. 

Sua plataforma de aplicações deve proporcionar consistência entre diferentes ambientes. Dessa forma, sua aplicação oferecerá a mesma experiência no desenvolvimento, nos testes e na produção, seja na nuvem, na edge, on-premise ou nos três ambientes. Com controles, control plane e observabilidade integrados, você observa e opera todo o ambiente a partir de um único conjunto de ferramentas. Sua plataforma deve entregar aplicações em vários locais e oferecer a mesma experiência ao criar, desenvolver, proteger, implantar e gerenciar esses softwares, independentemente do ambiente.

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Uma plataforma de aplicações atua como uma ponte entre as várias fases do ciclo de vida da aplicação. Com ela, os engenheiros simplificam o desenvolvimento, a implantação e a operação das aplicações. Ao oferecer uma camada de abstração para apps complexas, ela permite que os desenvolvedores se concentrem no código, e não na infraestrutura, aumentando a produtividade.

Existem inúmeras maneiras de desenvolver, executar e manter aplicações. Os métodos tradicionais, com diversas ferramentas dispersas, geram complexidade e atrapalham a inovação. Uma plataforma de aplicações com flexibilidade, escalabilidade, desenvolvimento contínuo e segurança integrada ajuda os desenvolvedores a entregar novas ideias rapidamente e melhoram a experiência do cliente.

Os benefícios de usar uma plataforma de aplicações incluem a capacidade de:

  • Acelerar: os desenvolvedores podem simplificar operações usando serviços pré-configurados e gerenciamento automatizado da infraestrutura, reduzindo o tempo necessário para desenvolver e implantar novas aplicações. Isso permite que as equipes escolham entre uma variedade de ferramentas integradas enquanto seguem os requisitos de visibilidade e adotam uma abordagem de conformidade e segurança consistente, não importa onde as aplicações ou a IA estejam implantadas. 
  • Escalar: os desenvolvedores podem trabalhar com containers e máquinas virtuais (VMs) e escalar como e onde precisarem, seja on-premise, na nuvem ou na edge. Uma plataforma de aplicações eficaz deve incluir funcionalidades de escala automática que ajustem os recursos computacionais conforme as demandas dos negócios.
  • Gerenciar: as plataformas de aplicações reduzem a complexidade operacional e oferecem mais flexibilidade com o gerenciamento automatizado da infraestrutura, o que garante funcionamento e implantação consistentes em diferentes ambientes. 

Uma plataforma de aplicações eficaz oferece consistência entre ambientes e durante todo o ciclo de vida de desenvolvimento de software (SDLC). Ela se integra às ferramentas das equipes de desenvolvimento, segurança e operações e mostra com transparência como cada uma é utilizada. Essa tecnologia estabelece e aplica gerenciamento de políticas e padrões de segurança em todo o SDLC, onde quer que as aplicações estejam implantadas. 

Quer você desenvolva por conta própria, contrate um provedor de nuvem ou use uma solução pronta para uso, sua plataforma de aplicações precisará oferecer segurança, escalabilidade, resiliência e auditabilidade. As plataformas de aplicações incluem ferramentas e integrações para ajudar a acelerar o desenvolvimento de software. Elas gerenciam a segurança, certificações de conformidade e auditoria, observabilidade, monitoramento e geração de logs. 

Observabilidade e monitoramento

As equipes de segurança e operações precisam saber como está o desempenho e a integridade da aplicação. Por isso, essas plataformas geralmente incluem ferramentas de observabilidade que coletam informações por meio de logs, rastreamento e métricas. O monitoramento do desempenho do sistema em tempo real ajuda as equipes a identificar e resolver problemas antes que afetem os clientes. 

Controles de segurança

A segurança é uma prioridade em todas as etapas do ciclo de vida de uma aplicação. Uma plataforma de aplicações requer salvaguardas consistentes e automatizadas para os desenvolvedores, como gerenciamento de acesso e identidade, funcionalidades de segurança de rede e recursos de criptografia de dados. 

Runtime e implantação

As plataformas de aplicações incluem o ambiente de runtime principal que abriga as aplicações em execução. Esses ambientes usam a conteinerizaçãopara manter a consistência entre ambientes, oferecer recursos computacionais, assegurar a disponibilidade da aplicação e gerenciar a escala. 

CI/CD

As ferramentas de CI/CD permitem integrar atualizações e alterações no código e responder ao feedback dos usuários e às mudanças nos negócios com frequência e eficácia. Ospipelines de CI/CD melhoram a entrega de software em todo o SDLC usando automação. As equipes podem desenvolver códigos de melhor qualidade, mais rápido e com mais segurança usando a automação de CI/CD nas etapas de desenvolvimento, teste, produção e monitoramento do SDLC.

Service mesh

As aplicações dependem de serviços que se comunicam entre si. Por isso, as plataformas de aplicações incluem a service mesh, uma camada dedicada de infraestrutura que lida com as funções de comunicação, roteamento de tráfego, segurança, observabilidade e resiliência entre serviços.

GitOps

O GitOps é um conjunto de práticas para gerenciar a infraestrutura e as configurações de aplicações a fim de ampliar os processos existentes e aprimorar o ciclo de vida da aplicação. Uma plataforma de aplicações permite que você implemente os princípios do GitOps para criar consistência entre clusters e ciclos de vida de desenvolvimento. Ela também consolida a administração e o gerenciamento de aplicações distribuídas entre recursos on-premise e de nuvem pública.

Com o passar do tempo, as organizações trocaram as infraestruturas rígidas por ambientes automatizados e integrados, criados para melhorar a experiência do desenvolvedor.

  • Plataformas de implantação de Software como serviço (SaaS): Depois que os softwares deixaram de ser vendidos em discos físicos e instalados localmente, o SaaS surgiu como um modelo de plataforma de nuvem que entrega aos usuários finais aplicações junto com toda a infraestrutura de TI e suas plataformas subjacentes, por meio de subscrição ou compra única.
  • Plataformas de aplicações mobile e web: com a popularização dos dispositivos mobile e o amadurecimento da internet, as plataformas web e mobile evoluíram para reunir um conjunto de ferramentas e frameworks voltados ao desenvolvimento e à hospedagem de aplicações. Elas costumavam incluir armazenamento, autenticação, notificações e banco de dados.
  • Plataforma como serviço (PaaS): a tecnologia PaaS surgiu como uma forma de cloud computing em que um fornecedor disponibiliza a plataforma de software de aplicação. Ao assumir a responsabilidade pelo o sistema operacional e o hardware, o PaaS permite que os desenvolvedores criem, executem e gerenciem suas próprias aplicações sem ter que montar e manter a infraestrutura ou a plataforma normalmente associadas a esse processo.
  • Virtualização e máquinas virtuais (VMs): a virtualização trouxe os hipervisores, uma camada de software que permite criar vários ambientes simulados ou recursos dedicados a partir de um único sistema de hardware físico. Ao dividir um sistema em ambientes distintos (VMs), cada um com sua própria unidade central de processamento (CPU), memória, interface de rede e armazenamento, a virtualização permite que as organizações reduzam custos e otimizem as operações com a infraestrutura existente.
  • Plataformas em container e baseadas em microsserviços: os containers empacotam e isolam as aplicações com todo o seu ambiente de runtime. Já os microsserviços são um estilo de arquitetura de aplicações em que serviços independentes se comunicam por meio de APIs leves. Essa transição para sistemas distribuídos e modulares (em vez de apps rígidos e monolíticos) permite que as organizações atualizem partes de suas aplicações sem paralisar o sistema inteiro.
  • Plataformas low-code e no-code: essas soluções oferecem ambientes visuais com recursos de desenvolvimento rápido e sem código. Dois bons exemplos são o Bubble e o Microsoft Power Apps. Eles usam componentes de arrastar e soltar e interfaces visuais que podem ser usadas até por usuários sem conhecimento técnico.

Há muitos motivos para as organizações usarem uma plataforma de aplicações, especialmente à medida que avançam para o desenvolvimento nativo em nuvem, integram aplicações e ferramentas de IA e dão continuidade à transformação digital. 

Integração com a IA

Com a expansão das ferramentas de inteligência artificial, ficou ainda mais urgente para as organizações treinar e implantar modelos de IA em diversos ambientes de nuvem, on-premise e edge. As organizações também precisam extrair insights e aproveitar ao máximo suas ferramentas de IA, enquanto desenvolvem, treinam, ajustam, implantam e monitoram suas aplicações de IA em produção. Elas precisam promover a consistência entre ambientes e a flexibilidade para incorporar a IA aos sistemas existentes e, ao mesmo tempo, padronizar a operação, otimizar o acesso aos recursos e oferecer experiências confiáveis a desenvolvedores e usuários finais.

Desenvolvimento nativo em nuvem

Com o desenvolvimento nativo em nuvem, você cria aplicações resilientes e portáteis especificamente para ambientes de nuvem. O desenvolvimento de aplicações nativas em nuvem oferece às equipes o necessário para inovar com rapidez sem interromper o funcionamento das aplicações existentes. Com a flexibilidade para executar e gerenciar apps entre ambientes, uma plataforma de aplicações pode ajudar as equipes a desenvolver, testar e implantar com consistência em ambientes nativos em nuvem. 

Modernização de aplicações

Projetos de modernização de aplicações aumentam a eficiência e a agilidade das organizações. Ao fazer a transição de arquiteturas tradicionais monolíticas para soluções mais modulares, escaláveis e nativas em nuvem, você otimiza as operações e aprimora a experiência dos usuários. No entanto, transformar sistemas monolíticos em arquiteturas de microsserviços requer um vasto conjunto de ferramentas de desenvolvimento de aplicações nativas em nuvem. Essa migração também exige uma forma consistente de conectar, gerenciar e observar essas aplicações em diferentes ambientes.

DevOps 

As práticas de DevOps são fundamentais para combinar código, manutenção e gerenciamento de aplicações. Elas automatizam todo o processo, do commit do código à produção, com pipelines de CI/CD e testes automatizados. Frequentemente, as equipes de DevOps precisam cuidar da manutenção de aplicações existentes, do gerenciamento da infraestrutura e da integração de ferramentas heterogêneas. As plataformas de aplicações integram as operações e o desenvolvimento para que as equipes possam dedicar mais tempo à inovação, sem prejudicar a agilidade e a estabilidade.

A plataforma ideal oferece consistência, segurança e flexibilidade para modernizar aplicações existentes, desenvolver novas aplicações nativas em nuvem e entregá-las em grande escala em diferentes infraestruturas, sem gerar dependência de uma nuvem pública ou tecnologia específica.

O Red Hat® OpenShift® é uma plataforma completa para desenvolver, modernizar e implantar aplicações em grande escala. Desenvolvido com base nos padrões open source, o Red Hat OpenShift ajuda as organizações a criar, acelerar e escalar cargas de trabalho tradicionais e de IA com funcionalidades de conformidade e segurança integradas. Ele oferece ferramentas e serviços para otimizar todo o ciclo de vida da aplicação, do desenvolvimento do código à entrega e ao gerenciamento das cargas de trabalho em ambientes híbridos. 

Com o Red Hat OpenShift, você tem acesso a um conjunto de ferramentas para acelerar a inovação e simplificar a adoção da IA na infraestrutura que quiser. Com ele, você não precisa usar e gerenciar ferramentas heterogêneas, nem lidar com os problemas de interoperabilidade e portabilidade gerados por elas. 

Com os operadores do Red Hat OpenShift, é possível adicionar e gerenciar tecnologias certificadas da Red Hat e de fornecedores do Red Hat Ecosystem Catalog, como bancos de dados e ferramentas de observabilidade, diretamente no console do Red Hat OpenShift. As diversas ferramentas integradas disponíveis têm suporte e manutenção completos da Red Hat e abrangem observabilidade, redes, pipelines, GitOps, segurança, virtualização e muito mais. Escolha as que você preferir. A Red Hat cuidará da compatibilidade e da integração com Red Hat OpenShift. 

Execute aplicações onde quiser: na nuvem, em um data center ou na edge. Para organizações que preferem evitar a despesa operacional e a responsabilidade do gerenciamento de infraestrutura, o Red Hat OpenShift cloud services oferece ferramentas pré-configuradas, monitoramento automatizado, implantação com um clique, gerenciamento do ciclo de vida e sistemas autorrecuperáveis que permitem que você se concentre na implantação das aplicações desde o Dia 1. 

Implante o Red Hat OpenShift como e onde quiser, com a certeza de uma experiência de gerenciamento consistente e implantações de aplicações seguras e confiáveis.

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